E o Resto é História

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Observador

489 - O primeiro Presidente eleito do regime democrático

Rui Ramos e João Miguel Tavares pretendem tirar o pó à História, tornando-a aquilo que merece ser: fascinante, apaixonante, discutível e polémica. Se tiver dúvidas, pergunte: historia@observador.pt

489 - O primeiro Presidente eleito do regime democrático
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Rui Ramos e João Miguel Tavares pretendem tirar o pó à História, tornando-a aquilo que merece ser: fascinante, apaixonante, discutível e polémica. Se tiver dúvidas, pergunte: historia@observador.pt

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Este episódio analisa as primeiras eleições presidenciais da democracia portuguesa em 1976, focando na vitória de Ramalho Eanes e no processo de transição do poder militar para o poder civil. Explora-se o papel de Eanes na estabilização do país, a fragmentação do eleitorado e a importância da normalização democrática. A discussão aborda também o enorme poder político do General Eanes entre 1976 e 1986, a tensão entre o Presidente e o Parlamento, e como a revisão constitucional de 1982 procurou limitar a influência presidencial para consolidar as instituições democráticas.

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A vitória nessas eleições, como todos sabemos, coube a Ramalho, o herói do 25 de novembro, com quase 62% dos votos, um resultado esmagador que deixou os outros três candidatos a mais de 45 pontos de distância.

00:02:17 · O locutor descreve o impacto da vitória de Ramalho Eanes nas primeiras eleições presidenciais.

A partir desse momento, Portugal passa a ter um presidente da República, que não foi escolhido por uma junta militar, mas eleito pelo... pelo povo, e um governo que também não foi escolhido por um presidente militar, mas é um governo presidido por um político civil e assente no Parlamento, dependente do Parlamento.

00:04:15 · Rui Ramos explica o processo de normalização democrática e a transição do poder militar para o poder civil.

As Forças Armadas não estavam sujeitas ao poder civil, não estavam sujeitas ao governo. Faziam uma espécie, embora houvesse um Ministro da Defesa, as Forças Armadas não estavam sujeitas ao governo, era uma espécie de Estado dentro do Estado

00:09:40 · O debate aborda a autonomia das Forças Armadas durante o período de transição pós-revolucionário.

O General Leandes vai ser, de facto, o presidente mais poderoso da história da democracia.

00:40:38 · O texto destaca a concentração de poderes extraordinários nas mãos de Eanes, que controlava o Conselho da Revolução e o comando das Forças Armadas.

o general Leandres é, de facto, alguém que foi fundamental até pelo poder que tinha e que não usou da pior maneira.

00:48:49 · O locutor argumenta que, apesar do enorme poder que detinha, Eanes foi prudente e evitou desviar Portugal de um caminho democrático.

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O primeiro Presidente eleito do regime democrático

Este episódio analisa as primeiras eleições presidenciais da democracia portuguesa em 1976, focando na vitória de Ramalho Eanes e no processo de transição do poder militar para o poder civil. Explora-se o papel de Eanes na estabilização do país, a fragmentação do eleitorado e a importância da normalização democrática. A discussão aborda também o enorme poder político do General Eanes entre 1976 e 1986, a tensão entre o Presidente e o Parlamento, e como a revisão constitucional de 1982 procurou limitar a influência presidencial para consolidar as instituições democráticas.

30 čvn. 2026
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Little Big Horn e a morte do general Custer

Este episódio explora a Batalha de Little Bighorn e a morte do General Custer, contextualizando a expansão dos colonos para o oeste americano no século XIX e o impacto devastador sobre as tribos nativas, como os Lakota. A discussão aborda as motivações do conflito, incluindo a descoberta de ouro nas Black Hills e a resistência de líderes como Sitting Bull e Crazy Horse. O episódio detalha os erros estratégicos de Custer, a subestimação das forças indígenas e o desenrolar do massacre. Por fim, analisa como a notícia impactou os Estados Unidos e como a história foi posteriormente romantizada pela cultura popular, pelo cinema e pelo revisionismo histórico.

23 čvn. 2026
487-

Mocidade Portuguesa: “Lá vamos, cantando e rindo”

Este episódio explora a criação e a natureza das organizações paramilitares e de mobilização do Estado Novo, como a Mocidade Portuguesa e a Legião Portuguesa. Analisa-se a estratégia de Salazar em utilizar estas estruturas para o controlo social e a formação de elites, evitando sempre a autonomia política que pudesse ameaçar o seu poder centralizado. A discussão abrange o contexto geopolítico da Guerra Civil Espanhola como catalisador para o reforço destas organizações, a influência da Igreja Católica e a dinâmica de poder entre o Governo, as Forças Armadas e a União Nacional. Explora-se também a visão de Marcelo Caetano de transformar a Mocidade numa escola para a futura elite política do regime.

16 čvn. 2026
486-

Itália: o referendo que aboliu a monarquia

Este episódio explora a trajetória da Casa de Saboia, detalhando a ascensão da monarquia italiana através da expansão territorial e diplomacia no século XIX, até o seu eventual fim. Analisamos como a unificação política moldou a identidade italiana e o papel de figuras como Cavour e Garibaldi no processo. A narrativa aborda também o declínio da dinastia, marcado pela colaboração de Vítor Emanuel III com o regime de Mussolini e as tensões do pós-guerra. O episódio conclui examinando o referendo de 1946, a influência do comunismo e o papel da Igreja Católica na transição para a República.

09 čvn. 2026
485-

100 anos do 28 de Maio: o que veio depois do golpe

Este episódio analisa as consequências do golpe de 28 de maio de 1926 e a subsequente instabilidade política em Portugal. Explora a sucessão de governos militares, a ascensão dos 'tenentes de maio' e a falta de uma doutrina clara no início da ditadura, destacando o papel de figuras como Gomes da Costa, Carmona e Cunha Leal. A narrativa detalha a estratégia de Salazar para consolidar o poder, utilizando a sua imagem de técnico para neutralizar oposições e gerir as correntes políticas da época. Por fim, discute a postura de conciliação de Cunha Leal e o legado histórico do movimento de 1926 na política portuguesa até ao pós-25 de Abril.

02 čvn. 2026